2 de março de 2005

gémeos


ao início,
de sonhar fundidos,
(um são dois, dois são um)
(eu sou tu, tu és eu)
despertaram para a unidade,
sem acreditar.
(eu sou eu, tu és tu?)

acordados ainda se confundiam.
(esta mão, que é tua, é minha)
da confusão, nasceu a luta.
(esta mão, que é minha, não a quero)
viveram dias
na batalha da identidade.
(eu não sou tu, tu não és eu)

por fim,
viram que são realmente dois
e estão unidos



3 comentários:

malteza disse...

Fez-me pensar o que perdi,
quando não te escutei,
para me fazer ouvir...

doispontos disse...

A lucidez de fluir deixa que a luz surja, iluminando de novo, construindo a graça, gerando a paz.

Não mais dois em um. Mas um em dois.

Unidos, sim.
T

joaquim disse...

Eu e tu somos um.
Um excesso genético. Uma rara manifestação de egoísmo da Natureza. A ver o espectáculo da luta pelo unitário.
A separação é uma forma de ser mais feliz.